A conta da guerra: quanto cada país perdeu - Resenha crítica - 12min Originals
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A conta da guerra: quanto cada país perdeu - resenha crítica

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Este microbook é uma resenha crítica da obra: 

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 

Editora: 12min

Resenha crítica

Tem um jeito direto de medir o tamanho de uma guerra: contar o que ela quebrou. Não os discursos. Não os ultimatos em rede social. O que ela destruiu de verdade. Navios, aviões, refinarias, pontes, vidas.

O fim de semana de três e quatro de abril de dois mil e vinte e seis foi um dos mais violentos desde que os Estados Unidos e Israel lançaram a Operação Epic Fury contra o Irã, em vinte e oito de fevereiro. Trinta e sete dias de guerra. E cada país envolvido saiu desse fim de semana mais pobre.

Irã... o alvo central.

No fim de semana, bombardeios americanos e israelenses atingiram o complexo petroquímico de Mahshahr, responsável por setenta por cento da gasolina consumida dentro do Irã. Cinco mortos, cento e setenta feridos. A usina nuclear de Bushehr foi bombardeada pela quarta vez. A Universidade Shahid Beheshti virou escombro... a trigésima universidade atingida. A ponte B1, a oeste de Teerã, foi destruída. Dois aviões civis no aeroporto de Mehrabad foram danificados ou destruídos por estilhaços. Na noite de domingo, Israel declarou ter destruído dezenas de aeronaves iranianas em três aeroportos da capital. Só Mahshahr representa uma perda estimada em bilhões de dólares em capacidade produtiva, com reconstrução que pode levar anos.

Agora o acumulado de trinta e sete dias.

No mar, a Marinha iraniana deixou de existir como força de combate. Segundo o almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM, mais de cem embarcações foram destruídas... incluindo as quatro corvetas classe Soleimani, o navio-base Makran, a fragata Dena, afundada por torpedo do submarino USS Charlotte perto do Sri Lanka com oitenta e sete mortos, mais de trinta navios minadores e centenas de embarcações rápidas. O submarino Fateh, o mais moderno do Irã, foi afundado em Bandar Abbas... o primeiro submarino destruído em combate desde a Guerra das Malvinas. O Irã investiu duas décadas construindo essa frota. Agora ela está no fundo do mar. A perda naval total é estimada em vários bilhões de dólares, e as linhas de produção também foram bombardeadas.

No ar, o Global Military contabiliza sessenta e nove aeronaves iranianas destruídas. Como muitas dessas aeronaves não estão mais em produção, a perda, estimada em mais de um bilhão de dólares em valor de reposição, representa capacidade que desapareceu para sempre.

Em mísseis, o Irã disparou trezentos balísticos contra Israel nos primeiros dez dias, quase metade com submunições de fragmentação. Cada um custa entre um e três milhões de dólares. Desde então, a capacidade de lançamento caiu mais de noventa por cento, segundo o Jewish Institute for National Security of America. Quase dois mil alvos foram atingidos por forças americanas e israelenses, incluindo lançadores, fábricas de drones, depósitos de munição e instalações nucleares como o Complexo de Água Pesada de Khondab e a planta de yellowcake de Ardakan. O custo total em mísseis iranianos consumidos ou destruídos pode ultrapassar cinco bilhões de dólares.

Em infraestrutura civil, os danos incluem mais de cento e vinte sítios históricos, pontes, aeroportos, centrais elétricas e a aciaria Mobarakeh, uma das maiores do Oriente Médio. Estimativas conservadoras colocam o custo de reconstrução na casa das dezenas de bilhões de dólares.

O Ministério da Saúde contabiliza mais de duas mil e setenta e seis mortes e vinte e seis mil e quinhentos feridos. Khamenei foi assassinado no primeiro dia. A inflação de alimentos atingiu cento e cinco por cento. O preço do pão subiu cento e quarenta por cento em um ano. O banco central emitiu a maior cédula da história do país enquanto agências limitavam saques a trinta dólares por dia. Somando tudo... frota naval, força aérea, mísseis, infraestrutura e capacidade produtiva... o custo da guerra para o Irã já se conta em dezenas de bilhões de dólares, num país cujo PIB inteiro girava em torno de trezentos e sessenta bilhões. A guerra ainda não acabou.

Estados Unidos... o preço de projetar força.

Até quatro de abril, o custo estimado da operação ultrapassou quarenta e cinco bilhões de dólares, com uma taxa de queima próxima de um bilhão por dia, segundo estimativas do CSIS e dados do Pentágono apresentados ao Congresso. Os primeiros seis dias custaram onze vírgula três bilhões.

O F-15 derrubado na sexta vale cerca de sessenta e cinco milhões de dólares em valores atualizados, segundo a ficha técnica da Força Aérea e cálculos de inflação.

Os dois A-10 abatidos somam mais algumas dezenas de milhões.

Desde o início da guerra, doze drones MQ-9 Reaper foram destruídos... nove derrubados pelo Irã, um destruído no solo na Jordânia por um míssil iraniano e dois em acidentes... totalizando mais de trezentos e trinta milhões de dólares em perdas só nessa categoria, segundo oficiais americanos citados pela Bloomberg.

Quinze militares americanos confirmados mortos. Trezentos e três feridos, a maioria com lesões cerebrais traumáticas causadas por ataques iranianos à Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita, segundo dados do CENTCOM.

Para o cidadão americano, o efeito mais imediato está no bolso. O preço do galão de gasolina subiu trinta por cento e bateu quatro dólares em trinta e um de março. Diesel e querosene de aviação mais que dobraram. Segundo o American Enterprise Institute, o custo acumulado em combustível para as famílias americanas já soma cerca de cinquenta dólares por domicílio até primeiro de abril. Se os preços se mantiverem, essa conta sobe para trezentos dólares por família até junho e quinhentos e cinquenta até setembro.

Israel... escudo caro, alvos reais.

No fim de semana, catorze mísseis balísticos iranianos foram lançados contra Israel... metade direcionados ao norte. Estilhaços e submunições de fragmentação atingiram áreas civis em Kiryat Ata, Haifa, Bnei Brak e uma escola em Tel Aviv. Até domingo de manhã, seis mil oitocentos e trinta e três pessoas haviam sido levadas a hospitais desde o início do conflito, segundo o centro de pesquisa Alma.

Dezenove israelenses foram mortos por mísseis e drones iranianos ao longo da guerra. O pior ataque aconteceu em primeiro de março, quando nove civis morreram em Beit Shemesh. Dez soldados israelenses morreram em combate terrestre no sul do Líbano.

O sistema de defesa israelense. Iron Dome... intercepta a maioria dos projéteis. Mas cada interceptador Arrow custa entre dois e três milhões de dólares.

Há relatos de que o estoque está se esgotando, e o Ministério da Defesa fechou contrato com a Israel Aerospace Industries para acelerar a produção. A El Al cancelou voos regulares até meados de abril. A United Airlines suspendeu a rota de Tel Aviv até setembro.

No Líbano, Israel expandiu a operação terrestre. As cinco pontes sobre o Litani foram destruídas. Vinte e três pessoas morreram em ataques israelenses só na sexta-feira. Mais de um milhão estão deslocadas. O Hezbollah executou cinquenta e uma ações contra Israel no fim de semana, segundo o Alma.

Países do Golfo... as janelas quebradas de quem não entrou na briga.

O Irã diz que ataca apenas bases americanas na região. Os fatos dizem outra coisa.

No Kuwait, drones iranianos danificaram duas usinas de energia e dessalinização de água, paralisando duas unidades geradoras. A refinaria de Mina Al Ahmadi, com capacidade de trezentos e quarenta e seis mil barris por dia, sofreu mais um ataque. O complexo petrolífero de Shuwaikh pegou fogo. Um prédio governamental foi atingido.

O presidente da Kuwait Petroleum Corporation declarou que não há "nenhuma razão militar ou lógica para esses ataques" e que as refinarias são cem por cento kuwaitianas.

Nos Emirados, a planta petroquímica da Borouge em Abu Dhabi pegou fogo após destroços de interceptação. Um cidadão egípcio e quatro trabalhadores morreram num ataque a uma instalação de gás. Desde o início da guerra, os Emirados interceptaram quatrocentos e noventa e oito mísseis balísticos, mais de duas mil e cento e quarenta e um drones e vinte e três mísseis de cruzeiro, segundo o Ministério da Defesa dos Emirados. Treze mortos, duzentos e dezessete feridos.

A economia global... o estreito que estrangula o mundo.

O Estreito de Ormuz está fechado desde o início de março. Por ali passavam vinte por cento do petróleo e do gás natural liquefeito do planeta. Segundo a TD Securities, quase um bilhão de barris entre petróleo bruto e derivados terão sido perdidos até o fim de abril. O chefe da Agência Internacional de Energia chamou a situação de "o maior desafio de segurança energética global da história".

O Brent ultrapassou cem dólares o barril. Analistas da Bloomberg alertam que pode chegar a cento e setenta dólares se o estreito continuar fechado. Filipinas declarou estado de emergência energética. Nova Zelândia está racionando combustível. O Banco Central Europeu alerta para risco de estagflação. Companhias aéreas cancelaram rotas, redirecionaram voos e subiram preços em todo o mundo. O Canal de Suez perde cerca de dez bilhões de dólares em receita, segundo o Banco Mundial.

Os dois países que mais perderam desde o começo.

O Irã, sem dúvida. Mais de duas mil mortes confirmadas. Infraestrutura petroquímica, naval e militar sistematicamente destruída. Líder supremo assassinado. Dezenas de oficiais de alto escalão mortos. Capacidade de mísseis reduzida em mais de noventa por cento. Economia em colapso.

O segundo é o Líbano. Mais de mil e quatrocentas mortes no conflito entre Israel e o Hezbollah desde o início de março, segundo dados compilados pela ACLED. Cidades destruídas, pontes derrubadas, mais de um milhão de deslocados. O Hezbollah perdeu mais de mil combatentes e vários comandantes seniores. O país, que já enfrentava uma das piores crises econômicas da sua história, agora soma destruição física em escala que não via desde dois mil e seis.

O que fazer com essa informação

Cenário um... escalada e estreito fechado por mais semanas. Se o prazo de Trump passar sem acordo... e o Irã já rejeitou o ultimato... o petróleo pode disparar para patamares sem precedente. Investimentos ligados a energia e commodities agrícolas tendem a se valorizar. Ações de empresas dependentes de combustível barato, como companhias aéreas e varejistas, podem cair. Quem tem renda variável deve considerar proteção contra volatilidade. Quem compra produtos importados, inclusive fertilizantes, deve se preparar para aumentos nos próximos sessenta a noventa dias.

Cenário dois... cessar-fogo parcial. Egito, Paquistão e Turquia apresentaram proposta de cessar-fogo de quarenta e cinco dias. Se avançar, os mercados reagem com alívio, mas os preços não voltam ao patamar anterior porque a infraestrutura destruída leva meses para ser reconstruída. Oportunidades podem surgir em ativos que caíram demais por pânico.

Cenário três... guerra prolongada com fragmentação regional. Com Hezbollah, houthis e milícias iraquianas todos ativos, o risco é de reconfiguração permanente das rotas globais de energia. China e Índia já diversificam fornecedores. A Europa pode entrar em recessão técnica. No Brasil, o impacto vem pelo preço dos combustíveis e fertilizantes, o agronegócio sente primeiro, e o consumidor sente depois no mercado.

Três coisas são úteis agora: acompanhar o preço do Brent como termômetro diário da crise, monitorar qualquer sinal de reabertura do Estreito de Ormuz e revisar a exposição da sua carteira a setores que dependem de energia barata. Enquanto o Estreito estiver fechado, o mundo inteiro paga a conta.

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