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ISBN: 978-0-698-19858-6
Editora: Prentice Hall Press
Você já reparou como colegas menos brilhantes, menos habilidosos e menos preparados que você seguem sendo promovidos, ganhando mais dinheiro e vivendo com mais leveza? Não é sorte. Não é talento escondido. É uma engrenagem mental que eles ajustaram e você ainda não.
David J. Schwartz passou anos observando vendedores, executivos e famílias comuns. Ele chegou a uma conclusão que incomoda: o tamanho da sua conta bancária, do seu casamento e da sua felicidade é diretamente proporcional ao tamanho do seu pensamento. Não do seu QI. Não do seu diploma. Do seu pensamento.
Nos próximos minutos, você vai descobrir como expandir as fronteiras da própria mente para derrotar o medo, blindar a autoconfiança e destravar realizações que hoje parecem distantes. Aviso: nada aqui é mística. É observação prática de quem construiu vidas grandes com matérias-primas comuns.
Sua mente é uma fábrica de pensamentos. Ela nunca para, e opera vinte e quatro horas. O que muda de pessoa para pessoa é quem chefia o turno. Schwartz descreve dois capatazes brigando pelo comando: o Sr. Triunfo e o Sr. Derrota. Ambos são obedientes. Se você chama o Sr. Triunfo, ele fabrica razões para acreditar que a venda vai fechar, que o projeto vai funcionar, que a conversa difícil vai correr bem. Se você chama o Sr. Derrota, ele produz, com a mesma eficiência, argumentos para justificar por que nada disso vai dar certo.
A descrença tem um poder subestimado. Quando você duvida, sua mente começa a coletar provas subconscientes de que o fracasso é inevitável — e essas provas ficam cada vez mais convincentes. Acreditar que é possível é a faísca que liga o motor. Sem ela, o "como fazer" nunca aparece.
Schwartz conta o caso de uma jovem que, sem experiência prévia em vendas, vendeu um milhão de dólares em mobile homes no primeiro ano. O concorrente veterano perguntou o segredo. Ela respondeu: "Eu simplesmente não sabia que era impossível." Ajuste o termostato que regula o que você realiza na vida. Se ele está baixo, sua mente entrega resultados baixos com precisão cirúrgica.
Existe uma epidemia silenciosa que Schwartz batiza de excusitis, the failure disease. É a doença das desculpas, e ela é contagiosa. Quanto mais você repete uma justificativa, mais ela cria raízes.
A primeira variante é a desculpa da saúde. "Meu joelho dói", "não durmo bem", "meu coração não aguenta pressão". Schwartz observou um homem sem um braço que dizia: "a atitude correta e um braço vencerão a atitude errada e dois braços sempre." A cura é parar de falar sobre seus sintomas e ser genuinamente grato pela saúde que você tem.
A segunda variante é a desculpa da inteligência. Você superestima o QI dos outros e subestima o seu. Schwartz mostra caso após caso de gênios falhos — pessoas com alto QI e mediocridade paralisante — que nunca saíram do lugar porque não sabiam usar a mente que tinham. Depois vêm a desculpa da idade ("é tarde demais", "é cedo demais") e a desculpa da sorte, que talvez seja a mais venenosa. Quem culpa o azar nunca estuda a lei de causa e efeito. E é essa lei, não a sorte, que explica por que preparo consistente sempre vence roleta.
O medo é uma infecção real, não um sentimento passageiro. Ele destrói noites de sono, mata oportunidades e envelhece o rosto. Mas Schwartz oferece uma vacina de três palavras: a ação cura o medo. A hesitação, ao contrário, fertiliza o terror. Quanto mais você adia a ligação difícil, mais monstruosa ela parece.
Sua mente funciona como um banco de memórias, um mind bank. Todo dia você faz depósitos e saques. O problema é que muita gente saca só memórias negativas — a vez em que foi humilhado, o projeto que fracassou, a rejeição que doeu. Esses saques constroem monstros mentais criados por saques negativos, que depois assombram cada nova decisão. A disciplina é depositar vitórias, mesmo pequenas, e recusar-se a sacar humilhações antigas.
Schwartz propõe micro-hábitos corporais que instalam confiança na marra. Sente-se sempre nas primeiras fileiras. Faça contato visual firme. Andar 25% mais rápido do que a média manda um sinal ao cérebro: "eu tenho para onde ir e tenho pressa de chegar." Fale mais nas reuniões. Sorria com o rosto inteiro. O corpo lidera, a mente segue.
A maior fraqueza humana é a autodepreciação. Você se descreve com palavras pequenas e depois se pergunta por que vive uma vida pequena. Pensadores grandes usam vocabulário brilhante: falam em vitória, em construção, em possibilidade. Fogem de "problema", "impossível", "nunca vai dar".
Schwartz aplica um exercício provocador com seus alunos: eliminar as prisões nos próximos trinta anos. A primeira reação é rir. Depois, o cérebro começa a mapear reformas educacionais, alternativas de reintegração, tecnologias novas. A crença destrava o subconsciente. O mesmo vale para a sua carreira, seu casamento, sua saúde.
Pratique adicionar valor. Um vendedor de imóveis que Schwartz cita via fazendas de criação onde existiam fazendas abandonadas. Comprava barato o que ninguém queria e vendia caro o que ninguém enxergava. Faça duas perguntas todo dia: "Como posso fazer melhor?" e "Como posso fazer mais?" E lembre: grandes pessoas monopolizam a escuta; pessoas pequenas monopolizam a fala. Ouvir mais é a fonte mais barata de matéria-prima criativa.
A maneira como você pensa determina como você age, e suas ações determinam como os outros reagem a você. Isso começa pela aparência. Não se trata de vaidade — trata-se de ordem enviada ao cérebro. Vestir-se bem obriga você a se comportar à altura do que veste. Roupa amassada, postura curvada e sapato sujo são instruções silenciosas de mediocridade.
Schwartz propõe o Tom Staley's 60-Second Commercial. Escreva seus melhores atributos em uma folha e recite esse comercial pessoal todo dia, como se estivesse se vendendo para si mesmo. Parece bobo. Funciona. Você começa a acreditar no profissional que descreveu, e o mundo começa a comprar essa versão.
Cuide também das rações para a mente, o mind food que você consome. Notícia ruim em excesso, redes sociais tóxicas, colegas negadores — tudo isso é veneno mental, thought poison, especialmente a fofoca. Falar mal dos ausentes rebaixa quem fala. Escolha amizades expansivas, leituras estimulantes, ambientes que puxam pra cima. Vá de primeira classe: nos livros que lê, nas pessoas que frequenta, nos padrões que aceita. Custa menos a longo prazo do que a mediocridade constante.
Atitudes são espelhos da mente. As pessoas leem seu tom de voz, sua postura e seu olhar em segundos, antes mesmo de ouvirem o que você diz. Não adianta fingir. É preciso se ativar primeiro. Schwartz recomenda repetir mentalmente "Estou ativado" antes de qualquer conversa importante, e usar a técnica de cavar mais fundo para encontrar entusiasmo em tarefas aparentemente chatas — quanto mais você estuda um assunto, mais interessante ele fica.
O desejo humano mais profundo, depois de comer e dormir, é ser reconhecido. Chame as pessoas pelo nome. Agradeça de verdade. Repasse a glória. Ao pensar em quem convive com você, sintonize no Canal P, o canal positivo, e desligue o Canal N, o negativo, que só amplifica atrito. E pratique a generosidade na conversa: deixe o outro falar de si mesmo. É o caminho mais rápido para a simpatia e o aprendizado.
Sobre dinheiro, Schwartz é direto. Adote a atitude de serviço primeiro. Ele conta o caso da bomba de gasolina de Cincinnati, onde o dono limpava para-brisas, oferecia café e conhecia clientes pelo nome. Cobrava o mesmo preço da concorrência e faturava três vezes mais. Entregue mais do que prometeu. O dinheiro vira consequência inevitável.
Existem dois tipos de pessoas: Ativacionistas e Passivacionistas. Os primeiros fazem, os segundos planejam eternamente. Ideias sozinhas valem zero. Schwartz insiste: nunca espere condições perfeitas, porque elas nunca chegam. Comece com o que tem, onde está, hoje.
Ligue seu motor mental mecanicamente. A inspiração quase sempre chega depois da ação, não antes. Sente-se, abra o documento, escreva a primeira frase ruim. Faça a primeira ligação desconfortável. Use lápis e papel como a maior ferramenta de concentração — anotar amarra a mente ao problema e força soluções. "Agora" é palavra mágica; "amanhã" e "algum dia" são atestados de fracasso.
Você vai falhar. Todos falham. A diferença dos vencedores é o que fazem depois. Eles realizam uma autópsia impiedosa: o que exatamente deu errado? Que decisão minha contribuiu? Que padrão se repete? Nunca culpam chefe, cônjuge ou azar. E aqui está o segredo mais fino: persistir sozinho leva a becos sem saída. É preciso combinar persistência com experimentação. Continue tentando, mas mude a abordagem. Salvar algo de cada revés é o que transforma derrota em matéria-prima.
Viver sem metas é vagar pela vida como turista sem endereço. Schwartz sugere o Guia de Planejamento de 10 Anos: sente-se e visualize, em detalhe, o que você quer nas três esferas — profissional, familiar e social. Onde vai morar? Quanto vai ganhar? Que tipo de pai, filho, parceiro será? Metas grandes funcionam como piloto automático do subconsciente, destroem o tédio e canalizam energia.
Metas monumentais assustam. Por isso existe o princípio da próxima milha: quebre a jornada em marcos de trinta dias. Você não precisa saber como chegar lá em dez anos. Precisa saber o próximo passo curto. Faça-o. Depois o próximo.
E chegamos à liderança, que exige quatro disciplinas. A primeira é trocar de mentes com quem você quer influenciar: veja o problema pelos olhos do outro antes de decidir. Se você fosse aquele funcionário, com aquele salário e aquelas preocupações, como reagiria? A segunda é perguntar sempre "qual é a maneira humana de lidar com isso?" — colocar a dignidade da pessoa acima da mecânica do processo. Chefes esquecem que estão lidando com gente; líderes lembram. A terceira é pensar em progresso e promover progresso constantemente, porque a equipe inevitavelmente vira cópia do líder. Padrão baixo em cima gera padrão baixo embaixo. A quarta é a solidão gerenciada, managed solitude: reservar tempo silencioso para conversar consigo mesmo. Toda grande decisão histórica nasceu de alguém que se afastou do barulho para pensar de verdade.
Enterre as desculpas hoje. Trace um horizonte inegociável de dez anos. Aja agora, mesmo imperfeito, e sirva sem cobrar troco. O mundo não abre passagem para quem tem mais talento — abre para quem pensa maior e mantém a coragem de dar o próximo passo enquanto os outros ainda esperam o cenário perfeito.
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