A trégua que ninguém acredita: Irã, EUA e Israel param de atirar, por enquanto - Resenha crítica - 12min Originals
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A trégua que ninguém acredita: Irã, EUA e Israel param de atirar, por enquanto - resenha crítica

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Este microbook é uma resenha crítica da obra: 

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 

Editora: 12min

Resenha crítica

Faltavam menos de duas horas para o prazo final... Donald Trump tinha prometido que, se o Irã não abrisse o Estreito de Ormuz até as oito da noite de terça-feira, uma "civilização inteira" seria destruída... E então, no último minuto, o primeiro-ministro do Paquistão intermediou um acordo.

Depois de quarenta dias de guerra, Estados Unidos e Irã concordaram com um cessar-fogo de duas semanas... Mas o vice-presidente JD Vance foi honesto ao descrever o que aconteceu... uma "trégua frágil"... E nas primeiras horas, essa fragilidade ficou evidente para o mundo inteiro.

Quarenta dias que mudaram o mapa

Em vinte e oito de fevereiro, os Estados Unidos e Israel lançaram a Operação Epic Fury... No primeiro dia, o líder supremo iraniano Ali Khamenei foi morto... O Irã respondeu com centenas de mísseis e drones contra Israel, bases americanas no Golfo Pérsico e países aliados como Emirados Árabes, Catar e Bahrein.

Mas a resposta mais devastadora não veio pelos céus... Teerã fechou o Estreito de Ormuz, aquele corredor de trinta e nove quilômetros entre o Irã e Omã por onde passa vinte por cento de todo o petróleo comercializado no planeta... Imagine a torneira principal de um prédio de cem andares... Quando alguém fecha, todo mundo fica sem água.

O barril de petróleo saltou de sessenta e sete para cento e catorze dólares... A gasolina nos Estados Unidos passou de quatro dólares o galão... Governos asiáticos começaram a racionar combustível... Europeus reativaram usinas de carvão... Fertilizantes, dos quais trinta por cento passam pelo Estreito, subiram cinquenta por cento em um mês.

Em quarenta dias, os Estados Unidos atingiram mais de treze mil alvos... O Pentágono disse que destruiu a marinha iraniana, a capacidade de produção de mísseis e boa parte das defesas aéreas... Mas ataques iranianos danificaram bases americanas no Bahrein, Catar e Arábia Saudita... Mais de mil e quinhentas pessoas morreram no Líbano, vinte e três em Israel e milhares no Irã, embora Teerã não tenha divulgado números oficiais.

O acordo e seus termos

A trégua foi mediada pelo primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif e pelo chefe do exército Asim Munir... Os termos básicos são pausa de duas semanas, reabertura do Estreito de Ormuz e início de negociações em Islamabad na sexta-feira, dez de abril.

A simplicidade acaba aí.

O Irã apresentou uma proposta de dez pontos... Controle iraniano permanente sobre a passagem no Estreito... Fim de todas as sanções americanas... Retirada de tropas dos Estados Unidos do Oriente Médio... Compensação pelos danos de guerra... Resolução vinculante do Conselho de Segurança da ONU, o órgão das Nações Unidas responsável por paz e segurança... E, na versão em farsi, a frase "aceitação do enriquecimento" de urânio... que sumiu da versão em inglês.

Os Estados Unidos, antes, tinham apresentado quinze pontos que o Irã rejeitou... Esses exigiam fim completo do enriquecimento, limites severos ao programa de mísseis, desmantelamento dos grupos armados apoiados pelo Irã e abertura total do Estreito.

Para complicar, a Casa Branca disse que o plano de dez pontos publicado pela mídia iraniana não é o mesmo que foi entregue a Trump... A porta-voz Karoline Leavitt afirmou que uma primeira versão foi "jogada no lixo"... Mas uma segunda, entregue depois, foi considerada "base viável para negociar".

Os cinco pontos de discordância

Primeiro, o urânio... Trump declarou que não haverá enriquecimento e que os Estados Unidos vão "desenterrar e remover" todo o material nuclear... O Irã exige o reconhecimento do seu direito de enriquecer... Analistas alertam que a guerra pode ter criado o efeito contrário... Com a morte de Khamenei, o decreto religioso contra armas nucleares morreu junto... E a lição que o Irã pode ter aprendido é a da Coreia do Norte... quem tem bomba atômica não é invadido.

Segundo, o Estreito de Ormuz... Os americanos querem abertura total, sem pedágio, sem controle iraniano... Teerã quer regular a passagem sob suas forças armadas e negocia com Omã um protocolo para cobrar taxas de trânsito... O Irã transformaria o bloqueio em fonte de receita, algo inaceitável para os países do Golfo.

Terceiro, o Líbano... O mediador paquistanês disse que o cessar-fogo cobre toda a região, incluindo o Líbano... Netanyahu disse que não... Trump confirmou a exclusão, "por causa do Hezbollah"... Horas depois, Israel lançou cem ataques aéreos em dez minutos sobre Beirute e o sul do Líbano... Pelo menos duzentas e cinquenta e quatro pessoas morreram num dos dias mais letais da guerra... Hospitais lotaram... A Universidade Americana de Beirute pediu doações de sangue... Em resposta, a Guarda Revolucionária iraniana, o IRGC, que é o braço militar mais poderoso do regime, ameaçou retomar os combates... E a mídia estatal informou que o Estreito foi fechado novamente.

Quarto, sanções e compensações... O Irã quer o fim de todas as sanções e indenização de guerra... Trump criticou Obama por devolver fundos iranianos congelados em dois mil e quinze... A chance de ele assinar algo parecido é mínima.

Quinto, presença militar... O Irã exige a retirada de todas as tropas americanas da região... Os Estados Unidos mantêm cerca de cinquenta mil soldados no Oriente Médio... O general Dan Caine avisou que as forças "permanecem prontas" para retomar combate.

O que os Estados Unidos conseguiram

O secretário de Defesa Pete Hegseth declarou "vitória com V maiúsculo"... Marinha iraniana destruída, força aérea eliminada, capacidade de mísseis "funcionalmente destruída"... Mais de treze mil alvos atingidos em quarenta dias.

Mas analistas da NPR, a rádio pública americana, da PBS, a rede pública de televisão, e do CFR, o Conselho de Relações Exteriores, apontam lacunas sérias... Mudança de regime não aconteceu... O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, manteve a linha dura... A AIEA, a Agência Internacional de Energia Atômica, não consegue inspecionar os sítios nucleares desde dois mil e vinte e cinco... Ninguém sabe onde estão os quatrocentos quilos de urânio altamente enriquecido que o Irã possuía... Trump admitiu que "não se importa" com o urânio porque está enterrado, contradizendo a justificativa original da guerra.

E o Estreito de Ormuz, que não era problema antes do conflito, virou a principal arma de barganha do Irã... Teerã mostrou que pode fechar a torneira do petróleo mundial e sobreviver... Esse poder não existia seis semanas atrás.

O Estreito agora

A situação é confusa... Nas primeiras horas do cessar-fogo, dois navios cruzaram o Estreito... Mas oitocentos navios estão presos no Golfo, incluindo cento e oitenta e sete petroleiros com cento e setenta e dois milhões de barris... Vinte mil marinheiros vivem a bordo há mais de um mês, segundo a OMI, a Organização Marítima Internacional.

Quando Israel atacou o Líbano, o tráfego foi novamente interrompido segundo agências iranianas... A Casa Branca disse que a informação é falsa... Dados de rastreamento de navios não confirmaram nenhum dos dois lados de forma definitiva.

Mesmo com reabertura plena, os preços não voltam ao normal rapidamente... Refinarias foram danificadas, governos estão estocando por precaução e analistas da CNBC preveem que o piso de preços de energia ficará estruturalmente mais alto, com ou sem acordo.

O que vem pela frente

As negociações começam nesta sexta em Islamabad... Vance lidera a delegação americana... A China confirmou envolvimento nos bastidores... A Europa pressiona para incluir o Líbano.

Cenário otimista... As duas semanas produzem um acordo-quadro que estende o cessar-fogo por quarenta e cinco dias e abre negociações reais sobre o nuclear, o Estreito e a estabilidade regional... Petróleo cede, mercados se acalmam.

Cenário intermediário... Cessar-fogo renovado, mas sem acordo de fundo... Estreito abre parcialmente sob controle iraniano... Israel opera no Líbano... Tensão administrada com preços altos.

Cenário pessimista... Colapso... Israel continua no Líbano, Irã fecha o Estreito de vez, combates recomeçam... Trump já avisou que, se falhar, os ataques voltam "maiores e mais fortes do que qualquer coisa que já se viu"... Preços disparam, cadeias de suprimento entram em crise, inflação volta com força.

O que fazer com essa informação

Se você tem negócio que depende de logística internacional, fique atento ao frete e aos seguros marítimos... As taxas de seguro de guerra quadruplicaram no Estreito desde fevereiro... Mesmo com trégua, custos de transporte não normalizam rápido.

Se você acompanha geopolítica, esta crise redesenhou o mapa... O Paquistão virou mediador relevante... A China está na mesa... O Irã, mesmo com a marinha destruída, mostrou que o Estreito de Ormuz é uma arma que nenhum bombardeio neutraliza.

E se nada disso parece ter a ver com você, a informação mais importante é esta... Quando o Estreito fecha, o preço do que você coloca no prato sobe... Fertilizantes, combustível para caminhões, energia para a indústria... Os efeitos nos preços de alimentos podem durar até dois mil e vinte e sete... Não é problema distante... É a conta do supermercado.

A trégua existe... Mas ninguém sabe por quanto tempo.

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