Determinados - Resenha crítica - Robert M. Sapolsky
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5 leituras ·  5 avaliação média ·  1 avaliações

Determinados - resenha crítica

Psicologia

Este microbook é uma resenha crítica da obra: 

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-85-3594-091-6

Editora: Companhia das Letras

Resenha crítica

Você já parou para pensar se as suas escolhas são realmente suas? Sabe aquele café que você decidiu tomar hoje cedo ou o caminho que escolheu para o trabalho? Robert Sapolsky, um dos maiores neurocientistas do mundo, tem uma notícia que pode assustar você: nada disso foi uma escolha livre.

No microbook Determinados, ele mergulha fundo na biologia e na história para mostrar que o livre-arbítrio é, na verdade, um mito muito bem contado. A gente gosta de acreditar que somos os capitães do nosso navio, mas a ciência aponta para algo diferente. Cada pensamento, cada desejo e cada movimento que você faz é o resultado de uma corrente infinita de causas que começaram muito antes de você nascer. Não existe uma causa sem causa.

O que você ganha ao aceitar essa ideia não é o fim da esperança, mas uma clareza libertadora sobre como a vida funciona. Entender que somos máquinas biológicas complexas ajuda a diminuir a culpa, o ódio e aquela cobrança excessiva por sucesso ou fracasso. Sapolsky usa a neurobiologia para provar que a nossa intenção é apenas o último minuto de um filme que já está rodando há séculos.

Este microbook vai desafiar tudo o que você pensa sobre mérito e castigo, abrindo caminho para uma visão muito mais justa e humana da sociedade. Prepare você para olhar no espelho e ver não um mestre do destino, mas um resultado incrível de genes, hormônios e ambiente.

Para entender essa ideia, imagine uma anedota famosa que Sapolsky cita: uma senhora diz a um cientista que o mundo está apoiado nas costas de uma tartaruga. Quando ele pergunta o que segura a tartaruga, ela responde que é outra tartaruga, e que são tartarugas até o fim. O determinismo funciona assim. Não existe uma tartaruga flutuando no ar, ou seja, não existe um pensamento que surja do nada, sem uma causa física anterior.

Muita gente alega que tem livre-arbítrio porque não consegue enxergar as engrenagens que movem seus desejos. Mas essas engrenagens estão lá, escondidas sob a pele e o crânio. Se você decide levantar o braço agora, o seu cérebro já começou a preparar esse movimento segundos antes de você ter a consciência de que queria fazer isso. Experimentos famosos, como os de Benjamin Libet, mostraram que a atividade na área motora do cérebro acontece bem antes da decisão consciente. A nossa sensação de agência é como um comentário tardio de um narrador de futebol que explica o gol depois que a bola já entrou na rede.

Essa cadeia causal não para no cérebro. Ela volta no tempo. O que você faz hoje depende do que os seus neurônios fizeram um segundo atrás, mas também depende do nível de testosterona ou de estresse no seu sangue naquela manhã. Depende da fome que você sente ou do cheiro do ambiente. Indo mais longe, depende de como o seu cérebro foi moldado na infância e até de quais genes você herdou.

Sapolsky explica que até o nojo sensorial pode mudar o seu julgamento moral. Se você está em um ambiente com cheiro ruim, a sua ínsula, uma parte do cérebro ligada ao nojo, fica ativa e você tende a ser mais rigoroso e menos empático em suas opiniões. Percebe como o ambiente controla a sua moralidade sem que você perceba? Nada é isolado. Somos o fluxo contínuo de uma biologia que interage com o mundo o tempo todo, sem brechas para uma alma ou um eu independente que toma as rédeas.

A Cascata de Causas Ocultas

A gente costuma focar na intenção do momento, mas isso é como tentar entender a trama de um filme assistindo apenas aos três minutos finais. Sapolsky argumenta que a nossa intenção é o resultado de tudo o que veio antes.

Se você sente raiva agora, isso pode ter relação com a atividade da sua amígdala no segundo anterior. Mas por que a sua amígdala é tão reativa? Talvez porque você teve altos níveis de glicocorticoides, os hormônios do estresse, circulando no seu corpo nas últimas horas. E por que esses hormônios estavam altos? Talvez por causa de um trauma que você viveu anos atrás ou pela cultura de violência onde você cresceu.

Até a alimentação matinal influencia. Quando o nível de glicose cai, o córtex frontal, que é a parte do cérebro responsável por segurar os impulsos, perde força. O resultado é que você fica mais impaciente e menos ético.

Empresas de tecnologia e marketing usam esses conhecimentos de forma específica o tempo todo. Pense em como redes sociais como o TikTok ou o Instagram estruturam o conteúdo para gerar picos de dopamina. Elas não esperam que você "decida" livremente continuar assistindo; elas criam um ambiente que sequestra o seu sistema de recompensa. O algoritmo entende a sua biologia melhor do que você. Ele oferece o estímulo certo no momento em que a sua resistência frontal está baixa. Isso funciona porque eles não tratam você como um ser de livre-arbítrio, mas como um sistema biológico previsível.

Para replicar esse entendimento na sua vida, você deve parar de confiar apenas na sua força de vontade e começar a projetar o seu ambiente. Se você quer evitar um comportamento, não tente apenas "querer" mais forte. Mude os estímulos ao seu redor, pois são eles que realmente mandam no seu cérebro.

A biologia também explica fenômenos como a agressividade e a confiança. Hormônios como a oxitocina, muitas vezes chamada de hormônio do amor, têm um lado sombrio: ela aumenta a empatia pelo seu grupo, mas aumenta a agressividade contra quem é de fora. Você não escolhe essa reação; ela é uma ferramenta evolutiva que moldou o comportamento humano por milênios.

Quando você entende que a sua "bondade" ou a sua "maldade" são estados biológicos temporários influenciados por fatores externos, o julgamento sobre os outros muda. Você para de ver as pessoas como heróis ou vilões e passa a enxergá-las como seres que estão reagindo a uma cascata de causas. Essa visão tira o peso do ódio e abre espaço para uma análise muito mais técnica e eficaz sobre como melhorar a convivência social e o comportamento humano.

Hoje mesmo, faça um teste simples de auto-observação. Quando você sentir uma irritação repentina ou um desejo forte de comprar algo, pare e avalie o seu estado físico. Você está com fome? Dormiu mal? O ambiente está barulhento? Em vez de se culpar pelo sentimento, tente ajustar a causa física. Coma algo, descanse ou mude de lugar.

Na sua próxima reunião de trabalho, perceba como o humor do grupo muda se houver comida na mesa ou se o ar-condicionado estiver muito gelado. Pequenas mudanças biológicas geram grandes mudanças de atitude. Aceitar que você é um sistema dependente de insumos físicos é o primeiro passo para ter um controle real, não por mágica, mas por engenharia ambiental.

O Mito da Disciplina e o Córtex Frontal

Muita gente aceita que talentos como a inteligência ou a habilidade musical são biológicos, mas acredita piamente que a força de vontade é algo que a gente escolhe ter. Sapolsky destrói essa ideia.

Ele mostra que o córtex pré-frontal, a região do cérebro que nos permite adiar o prazer e focar no dever, é uma máquina biológica como qualquer outra. Algumas pessoas nascem com um córtex frontal mais eficiente, outras têm essa região prejudicada por traumas na infância ou por exposição a altos níveis de estresse durante a gravidez.

Ter "garra" ou "determinação" é, no fundo, ter sorte biológica. Ninguém escolhe ter um córtex frontal que resiste melhor à tentação, da mesma forma que ninguém escolhe ter dois metros de altura. A autodisciplina consome energia e, se o cérebro está exausto, a vontade simplesmente some.

Pense no exemplo de empresas como a Google ou a Pixar. Elas criam ambientes onde o estresse é minimizado e o acesso a comida saudável e áreas de descanso é constante. Elas não fazem isso por bondade, mas porque sabem que um funcionário com o córtex frontal descansado e bem nutrido toma decisões melhores e é mais produtivo. Se a força de vontade fosse uma escolha livre, o ambiente não importaria. Mas o ambiente importa porque ele é o combustível da máquina.

Quando você entende que a sua determinação é finita e depende de biologia, você para de se chicotear por não conseguir manter o foco o tempo todo. Você começa a tratar a sua produtividade como uma gestão de energia, e não como uma prova de caráter ou de valor moral.

Essa visão desafia o conceito de meritocracia. Se o esforço que alguém aplica na vida também é determinado por fatores que essa pessoa não escolheu, como o ambiente familiar que incentivou a leitura ou a genética que favorece a concentração, o sucesso deixa de ser uma prova de superioridade moral. Sapolsky argumenta que atribuir todo o sucesso ao esforço individual é cruel com quem não teve as mesmas condições biológicas e ambientais. Isso gera um dano psicológico enorme em quem falha e uma arrogância perigosa em quem vence.

Reconhecer a sorte por trás da nossa determinação nos torna mais humildes e mais dispostos a ajudar quem está em desvantagem. A biologia do esforço é tão mecânica quanto a biologia da digestão.

Para aplicar essa ideia agora, pare de tentar usar a força bruta contra a sua preguiça. Se você tem uma tarefa difícil para fazer, programe para o primeiro horário da manhã, logo após um bom café, quando o seu córtex frontal está no auge da energia. Não tente resolver problemas complexos no final do dia ou quando estiver estressado.

Aprenda a gerenciar a glicose e o descanso como ferramentas de trabalho. Hoje ainda, se você vir alguém com dificuldade de se concentrar ou de manter a disciplina, em vez de julgar como falta de caráter, tente entender qual fator biológico pode estar faltando ali. Ofereça um lanche, sugira uma pausa ou mude o ambiente. Tratar a disciplina como um recurso biológico vai transformar a sua eficiência e a sua paciência com os outros.

Além do Caos e dos Átomos

Quando a ciência nega o livre-arbítrio, muita gente tenta encontrar uma saída através da Teoria do Caos ou da Mecânica Quântica. Sapolsky explica que ser imprevisível não é o mesmo que ser livre.

Um sistema caótico, como o clima, é totalmente determinista; se pudéssemos saber a posição de cada átomo, saberíamos o resultado. O problema é que pequenas mudanças geram grandes efeitos, o que chamamos de efeito borboleta. No entanto, isso apenas mostra a limitação do nosso conhecimento, e não a existência de uma vontade livre. O fato de não podermos prever o que você vai fazer não significa que você teve a escolha de fazer algo diferente do que as leis da física ditaram. O caos é apenas um determinismo muito complexo para a nossa mente acompanhar.

O mesmo vale para a complexidade emergente. Grupos de formigas criam estruturas incríveis sem que uma rainha dê ordens. Isso é inteligência de enxame. Algumas pessoas dizem que o livre-arbítrio surge da mesma forma no cérebro. Mas Sapolsky refuta isso: sistemas emergentes ainda são governados pelas leis das partes que os formam. Uma colônia de formigas não tem "vontade própria" fora da biologia das formigas individuais.

E no nível quântico, a aleatoriedade das partículas subatômicas também não ajuda a salvar o livre-arbítrio. Se o seu comportamento fosse ditado por movimentos aleatórios de elétrons, você não seria livre, seria apenas um joguete do acaso. A liberdade exige um controle consciente, e a aleatoriedade quântica é o oposto disso. Além disso, a maioria dos cientistas concorda que esses efeitos quânticos não chegam a afetar o comportamento macroscópico dos neurônios.

A verdade é que somos máquinas biológicas que aprendem e mudam. Sapolsky usa o exemplo da lesma-do-mar, a Aplysia. Quando ela é tocada, ela aprende a retrair o corpo mais rápido ou a ignorar o estímulo. Isso acontece por meio de cascatas químicas e ativação de genes. Nós somos iguais, apenas com mais neurônios.

A neuroplasticidade, que é a capacidade do cérebro de mudar fisicamente com a experiência, é um processo mecanicista. Você muda porque o mundo molda você, e não porque você decide mudar por conta própria. Esse entendimento é fundamental porque mostra que a mudança é possível e real, mas ela acontece através da exposição a novos ambientes e novas informações. Você não escolhe mudar, você é mudado pelo que você consome e por onde você anda.

A aplicação prática aqui é selecionar com muito cuidado as suas fontes de informação e as pessoas com quem você convive. Como o seu cérebro muda fisicamente em resposta ao ambiente, você deve se cercar de estímulos que gerem a mudança que você deseja ver.

Teste essa abordagem nas próximas vinte e quatro horas: escolha um tema que você quer aprender ou um hábito que quer adotar e mergulhe em conteúdos sobre isso. Não espere que a vontade surja de dentro; deixe que a informação externa force a neuroplasticidade do seu cérebro. O seu futuro é determinado pelo que você permite que entre na sua mente hoje. Imprevisibilidade não é liberdade, mas é o espaço onde novas causas podem entrar e alterar o curso da sua máquina biológica para melhor.

Um Mundo sem Ódio e sem Castigo

Se não existe livre-arbítrio, o que fazemos com o sistema de justiça e com a ideia de culpa? Sapolsky sugere uma mudança radical.

Hoje, o nosso sistema é retributivo: a gente castiga porque a pessoa "merece" sofrer pelo que fez. Mas se a pessoa não teve escolha, o castigo por vingança perde o sentido. Ele propõe um modelo de quarentena de saúde pública. Quando alguém tem uma doença contagiosa e perigosa, nós isolamos essa pessoa para proteger a sociedade, mas não a odiamos nem a culpamos por estar doente. O objetivo deve ser conter o perigo e tratar as causas, restringindo o mínimo possível da liberdade individual e focando na reabilitação biológica e social.

Já fizemos isso antes com a epilepsia. Antigamente, pessoas com convulsões eram vistas como possuídas ou malvadas; hoje, sabemos que é um problema elétrico no cérebro. A sociedade não colapsou quando paramos de queimar epilépticos. Pelo contrário, nos tornamos mais eficazes em tratar a doença e mais justos em nossa convivência.

O mesmo deve acontecer com o comportamento criminal. Ao entender as causas biológicas da violência, como traumas infantis ou danos no córtex frontal, podemos agir de forma muito mais inteligente do que apenas trancando pessoas em celas. Esse modelo de quarentena foca na segurança, e não na alegria do castigo. Isso exige que a gente abra mão do prazer primitivo de ver o outro sofrer, trocando-o pela satisfação técnica de resolver um problema social. É uma transição difícil porque o nosso cérebro evoluiu para sentir prazer na punição de quem quebra as regras, mas a ciência nos convida a evoluir para além desse instinto.

Essa visão também desafia a arrogância da meritocracia. Se você é rico, bem-sucedido e saudável, isso não é um troféu de superioridade moral. É o resultado de ter tido acesso a genes bons, nutrição adequada, educação de qualidade e um ambiente estável.

Reconhecer isso é libertador para quem fracassou, pois tira o peso esmagador da culpa absoluta. Se você morrer pobre, isso não significa que você é uma pessoa pior; significa que a cadeia de causas da sua vida foi diferente. Essa verdade traz uma dignidade enorme para as relações humanas. A gente passa a olhar para o outro com compaixão e humildade, sabendo que, se tivéssemos a mesma biologia e o mesmo histórico daquela pessoa, estaríamos exatamente no mesmo lugar que ela.

Tente aplicar essa visão na sua próxima frustração com alguém. Se um colega de trabalho cometeu um erro ou se alguém foi rude com você no trânsito, faça um esforço para visualizar as tartarugas sob os pés dessa pessoa. Pense em quais pressões biológicas ou estresses ela pode estar sofrendo para agir de tal forma. Isso não significa aceitar o comportamento ruim, mas significa reagir com menos ódio e mais estratégia.

Em vez de atacar a pessoa, tente entender como o ambiente pode ser alterado para que aquele erro não se repita. Na sua empresa, troque a cultura da culpa pela cultura da análise de causa raiz. Quando você para de procurar culpados e começa a procurar causas, os problemas são resolvidos muito mais rápido e o ambiente fica muito mais humano.

Notas Finais

Robert Sapolsky admite que é quase impossível viver o tempo todo acreditando que não temos livre-arbítrio. Nosso cérebro foi programado para sentir que somos agentes livres. No entanto, o esforço de aceitar o determinismo é o que nos permite construir um mundo mais compassivo.

Ao entender que somos máquinas biológicas, podemos abandonar o ódio, a vingança e o peso insuportável do julgamento moral absoluto. A ciência nos mostra que, embora não sejamos os capitães do nosso destino, somos seres capazes de mudar em resposta ao aprendizado e à empatia. A inexistência do livre-arbítrio não é uma sentença de prisão, mas um convite para sermos engenheiros de um mundo onde as causas da dor sejam minimizadas e as causas do bem-estar sejam multiplicadas para todos.

Dica do 12min!

Para aprofundar a sua compreensão sobre como o ambiente e os estímulos invisíveis moldam as nossas decisões, recomendamos o microbook "Rápido e Devagar: Duas Formas de Pensar", de Daniel Kahneman. Este conteúdo explica como o nosso sistema intuitivo muitas vezes toma decisões por nós antes mesmo de o nosso sistema racional entrar em cena, o que complementa perfeitamente a visão de Sapolsky sobre o determinismo biológico. Confira no 12min!

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