Entenda a greve que parou agências da Caixa em vários estados - Resenha crítica - 12min Originals
×

Novo ano, Novo você, Novos objetivos. 🥂🍾 Comece 2024 com 70% de desconto no 12min Premium!

QUERO APROVEITAR 🤙
63% OFF

Operação Resgate de Metas: 63% OFF no 12Min Premium!

Novo ano, Novo você, Novos objetivos. 🥂🍾 Comece 2024 com 70% de desconto no 12min Premium!

223 leituras ·  4 avaliação média ·  84 avaliações

Entenda a greve que parou agências da Caixa em vários estados - resenha crítica

translation missing: br.categories_name.radar-12min

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

Editora: 12min

Resenha crítica

Uma vez por ano, os empregados dos bancos brasileiros negociam salários, benefícios e condições de trabalho em bloco. Não é banco por banco: os sindicatos sentam numa mesa única com a Federação Nacional dos Bancos, a Fenaban, que representa as instituições, e o que sai dali vale para a categoria inteira. Quando essa negociação termina para quase todo mundo e trava em um banco específico, quem sente é o cliente que chega à agência e encontra a porta fechada.

Foi o que aconteceu nesta quinta-feira (10). Um dia depois de o acordo nacional ser assinado em São Paulo, os empregados da Caixa Econômica Federal entraram em greve por tempo indeterminado, e agências pararam em estados como Amazonas, Paraíba, Sergipe, Pernambuco, São Paulo e Tocantins.

Convenção nacional e acordo por banco

A negociação dos bancários tem dois andares. O primeiro é a Convenção Coletiva de Trabalho, a CCT, o texto nacional que vale para toda a categoria. Segundo a Fenaban, a pauta de reivindicações foi recebida em 24 de junho e as negociações se encerraram em 9 de setembro, com a assinatura de uma convenção que reúne 171 bancos e cerca de 414 mil bancários em aproximadamente 3,6 mil municípios, firmada por 245 entidades sindicais.

O acordo prevê reposição integral da inflação medida pelo INPC mais aumento real de 0,6% nos próximos dois anos, com o reajuste valendo também para vale-alimentação, vale-refeição, Participação nos Lucros e Resultados e auxílios. Além do dinheiro, entraram cláusulas sobre saúde mental, combate ao assédio, direito à desconexão fora do expediente, limites e transparência no monitoramento digital dos funcionários, um programa de qualificação e recolocação profissional e melhorias na indenização a trabalhadores de bancos privados demitidos por fechamento de agências.

O segundo andar é o Acordo Coletivo de Trabalho, o ACT, negociado banco a banco, onde entram as regras específicas de cada instituição. É nesse andar que a Caixa emperrou. Quem representa os empregados da Caixa nessa mesa específica é a Contraf-CUT, a confederação dos trabalhadores do ramo financeiro. O Banco do Brasil também tem mesa própria com as entidades sindicais, além de participar da mesa geral da Fenaban.

Por que a Caixa ficou de fora

As propostas foram levadas a assembleias em todo o país entre 3 e 4 de setembro. Entre as instituições, somente a Caixa e parte dos sindicatos do Banco do Brasil não aceitaram os textos. Segundo a Contraf-CUT, a proposta da Caixa foi rejeitada por mais de 90% das bases sindicais. Na Paraíba, o sindicato registrou 93,58% de rejeição na Caixa e 77,38% no Banco do Brasil.

Na terça-feira (8), a Caixa enviou ofício à Contraf-CUT convocando reunião para a quarta. A confederação afirma que, naquele encontro, o banco não apresentou nova proposta, mas se comprometeu a avançar e marcou nova reunião para quinta-feira. Segundo o Valor, os representantes da Caixa apresentaram uma contraproposta à Fenaban na quarta-feira. Em nota, o banco disse manter o diálogo aberto com as entidades representativas dos empregados e ter retornado à mesa de negociação para construir um entendimento que contemple todas as partes.

O ponto que trava a mesa é o plano de saúde

O Saúde Caixa é o plano de assistência à saúde dos empregados do banco, e é ele que aparece como principal ponto de discordância nas declarações dos sindicatos de norte a sul. No Tocantins, a reivindicação descrita pelo sindicato local é a manutenção de um plano acessível e sustentável, sem mudanças que aumentem os custos para empregados e dependentes. Na Paraíba, os trabalhadores avaliam que o modelo apresentado pode comprometer a sustentabilidade do plano para quem está na ativa, para aposentados e para pensionistas. Em Sergipe, o sindicato aponta divergências sobre o valor descontado dos empregados.

O vice-presidente do Sindicato dos Bancários do Amazonas, Daniel Batista, disse ao g1 que esse é o ponto que trava tudo. "São 13 rodadas de negociação e os bancos não apresentaram propostas para plano de saúde, porque há uma demanda muito grande de trabalhadores procurando atendimento médico com síndrome de burnout", afirmou. No Banco do Brasil a queixa é parecida: segundo o sindicato paraibano, o aporte oferecido pelo banco não resolve o financiamento nem a sustentabilidade do plano.

Isso não quer dizer que o salário tenha saído da conversa. Na Paraíba, o aumento real de 0,6% foi considerado insuficiente pelo sindicato. No Amazonas, a categoria reivindica reposição da inflação com aumento real de 5%, elevação da PLR, folga para pessoas com deficiência, medidas contra a violência a bancários e ampliação das folgas para doação de sangue.

O mapa é local, não nacional

A greve foi convocada em âmbito nacional, mas o que fecha ou não fecha depende da adesão em cada agência e da decisão de cada base sindical. No Amazonas, o sindicato informa que agências da Caixa, do Banco do Brasil e do Banco da Amazônia estão fechadas na capital e no interior. No Tocantins, a paralisação atinge 21 agências da Caixa em 14 municípios, e a greve no Banco do Brasil foi suspensa após orientação da Contec, com nova assembleia marcada para reavaliar a proposta. No interior de Pernambuco, as cinco agências de Caruaru e as duas de Garanhuns pararam. No interior paulista, o sindicato de São Carlos contabiliza 15 agências da Caixa paradas na cidade e em outros dez municípios, enquanto o de Araraquara registra cinco, com os demais bancos funcionando normalmente. No Pará, segundo levantamento publicado pela Veja, a greve é geral desde 4 de setembro, com cerca de 70% das agências e postos fechados.

No Banco do Brasil, a paralisação é parcial e ocorre apenas nas bases que não aprovaram o acordo. Segundo o Valor, 39 sindicatos aceitaram as propostas da Fenaban, 27 aderiram à greve e 60 optaram por retomar as negociações.

O que fazer com essa informação

Se você é cliente da Caixa, ou do Banco do Brasil em um estado onde a proposta foi rejeitada, o passo prático é checar antes de sair de casa: a adesão varia por cidade e por agência, e nem o banco nem o sindicato divulgam uma lista nacional única. O site e os canais do banco e a página do sindicato da sua região são as duas fontes que informam o funcionamento local.

Para resolver sem agência, a Caixa afirma que seguem disponíveis o App Caixa, o Internet Banking, o WhatsApp Caixa, o atendimento telefônico Alô Caixa e os aplicativos Caixa Tem, Cartões, Habitação, DPVAT e FGTS, além dos caixas eletrônicos e da rede Banco24Horas. O atendimento presencial continua nas casas lotéricas e nos Correspondentes Caixa Aqui, que o sindicato de Pernambuco confirma em funcionamento normal. O Banco do Brasil aponta aplicativo, internet banking, correspondentes bancários, WhatsApp e central de relacionamento.

Quem tem boleto, tributo ou compromisso com data marcada deve resolver com antecedência. O Sindicato dos Bancários de São Paulo afirma que cabe às instituições orientar os clientes sobre as alternativas de pagamento durante a greve, para evitar transtornos com vencimentos.

Três coisas indicam para onde isso vai. A Comissão Executiva dos Empregados afirma que a paralisação deve ser mantida até que novas assembleias avaliem eventuais avanços, o que significa que o fim da greve passa por votação e não por anúncio do banco. Em Sergipe, o sindicato informou que a Caixa apresentou uma nova proposta ainda na quinta-feira, a ser analisada pela categoria na sexta (11). E no Banco do Brasil, onde parte das bases pediu reabertura das negociações, cada assembleia pode mudar o mapa da sua cidade de um dia para o outro.

Leia e ouça grátis!

Ao se cadastrar, você ganhará um passe livre de 7 dias grátis para aproveitar tudo que o 12min tem a oferecer.

Quem escreveu o livro?

Agora o 12min também produz conteúdos próprios. 12min Originals é a ferram... (Leia mais)

Aprenda mais com o 12min

6 Milhões

De usuários já transformaram sua forma de se desenvolver

4,8 Estrelas

Média de avaliações na AppStore e no Google Play

91%

Dos usuários do 12min melhoraram seu hábito de leitura

Um pequeno investimento para uma oportunidade incrível

Cresca exponencialmente com o acesso a ideias poderosas de mais de 2.500 microbooks de não ficção.

Hoje

Comece a aproveitar toda a biblioteca que o 12min tem a oferecer.

Dia 5

Não se preocupe, enviaremos um lembrete avisando que sua trial está finalizando.

Dia 7

O período de testes acaba aqui.

Aproveite o acesso ilimitado por 7 dias. Use nosso app e continue investindo em você mesmo por menos de R$14,92 por mês, ou apenas cancele antes do fim dos 7 dias e você não será cobrado.

Inicie seu teste gratuito

Mais de 70.000 avaliações 5 estrelas

Inicie seu teste gratuito

O que a mídia diz sobre nós?