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Este microbook é uma resenha crítica da obra:
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Editora: 12min
A Copa do Mundo é o maior espetáculo esportivo do planeta. Noventa minutos, onze jogadores de cada lado, uma bola. Simples assim. Só que, ao longo de quase cem anos de história, algumas das cenas mais marcantes do torneio não aconteceram dentro de campo... e as que aconteceram, nem sempre foram o que pareciam.
Esta é a história de algumas das situações mais estranhas, suspeitas e inexplicáveis que a Copa do Mundo já produziu. Não há vilões confirmados nessa narrativa. O que há são fatos que resistiram ao tempo, perguntas que ninguém conseguiu responder direito, e coincidências grandes demais para passar despercebidas.
Começamos em mil novecentos e sessenta e dois, no Chile. O Brasil estava na semifinal, com Garrincha jogando como nunca. Pelé estava fora, contundido, e Garrincha carregou o time nas costas durante todo o torneio. Na partida contra os donos da casa, irritado com a marcação dura, ele deu um chute em um jogador chileno... e foi expulso. Com a final a alguns dias de distância, o melhor jogador do mundo estava fora do jogo mais importante de sua vida.
O que aconteceu depois é um dos episódios mais estranhos da história do futebol. O árbitro que havia feito a expulsão... simplesmente desapareceu. Ele era a única testemunha-chave no julgamento que decidiria se Garrincha poderia jogar a final. Sem ele, a comissão disciplinar não teve como confirmar a gravidade do lance. Garrincha foi absolvido, jogou a final, e o Brasil foi bicampeão.
Décadas depois, um ex-árbitro brasileiro que esteve naquela Copa contou ao Sportv que o sumiço não foi coincidência. Segundo ele, houve uma operação coordenada para fazer a testemunha desaparecer antes da audiência. Nunca foi comprovado. O árbitro sumido nunca deu sua versão. E Garrincha jogou a final.
Oito anos depois, em mil novecentos e setenta, o Brasil se tornou tricampeão e ganhou o direito de ficar com a Taça Jules Rimet para sempre. Era o troféu original da Copa do Mundo, uma peça histórica de quase quatro quilos. A CBF a colocou em exposição na sede da confederação, no centro do Rio de Janeiro, protegida por um vidro à prova de bala. Parecia segura. Só que havia um detalhe irônico: a réplica da taça estava guardada num cofre. O original ficava exposto para visitas.
Em dezembro de mil novecentos e oitenta e três, um grupo de homens entrou no prédio à noite, dominou o vigia e levou a Jules Rimet. O troféu nunca mais foi encontrado. A versão mais aceita é que foi derretida e vendida como ouro e prata. Ninguém foi condenado com o troféu em mãos. A peça mais importante da história do futebol mundial simplesmente deixou de existir.
O que torna essa história ainda mais irônica é que, dezessete anos antes, o mesmo troféu já havia sido roubado uma vez... na Inglaterra. Em março de mil novecentos e sessenta e seis, a Jules Rimet estava em exibição numa galeria em Londres, a poucos meses da Copa que o país sediaria. Numa noite, com o espaço esvaziado por uma cerimônia religiosa na outra ala do prédio, alguém arrombou a vitrine e levou a taça. A Scotland Yard assumiu o caso. Os melhores detetives da Inglaterra estavam no assunto. Uma nota de resgate foi enviada. Um suspeito foi preso... mas não revelou onde a taça estava.
Sete dias depois do roubo, um homem chamado David Corbett saiu para passear com seu cachorro, um collie preto e branco chamado Pickles, perto de casa, no sul de Londres. O cachorro parou em frente ao carro do vizinho e começou a farejar um embrulho de jornal no chão. Dentro estava a Jules Rimet. Pickles se tornou herói nacional, virou estrela de televisão e ganhou ração grátis pelo resto da vida. Corbett recebeu uma recompensa, foi convidado para o jantar oficial da Copa, e passou os anos seguintes sendo abordado por imprensa do mundo inteiro... A Scotland Yard, com todos os seus recursos, não havia achado nada. Um cachorro achou em sete dias.
Onze anos depois do segundo roubo, em mil novecentos e noventa, chegamos a outro episódio que ainda gera debate. Brasil e Argentina se enfrentavam nas oitavas de final da Copa na Itália. Num momento do jogo, um jogador argentino estava sendo atendido pela equipe médica em campo. O massagista da Argentina aproveitou a pausa e distribuiu água para os jogadores dos dois times. O lateral brasileiro Branco pediu água. Recebeu uma garrafa de cor diferente das que os outros estavam usando.
Alguns minutos depois, Branco começou a sentir tontura e sonolência intensa durante o jogo. A Argentina venceu por um a zero. Anos mais tarde, dois jogadores argentinos da época confirmaram, publicamente, que a garrafa tinha sonífero. A Argentina chegou à final daquele torneio. O Brasil foi eliminado naquelas oitavas de final.
Quatro anos depois, em mil novecentos e noventa e quatro, a Copa foi nos Estados Unidos. Diego Maradona chegou diferente. Havia perdido peso, estava em forma, e nas primeiras partidas parecia ter voltado no tempo. Marcou um golaço contra a Grécia e celebrou com uma intensidade que virou imagem histórica. Na partida seguinte, contra a Nigéria, foi selecionado por sorteio para o exame antidoping. Foi tranquilo para o exame porque, segundo ele, não tinha nada a esconder.
O resultado voltou positivo para efedrina... e mais quatro substâncias derivadas da mesma família. Maradona foi expulso da Copa. Saiu do campo de braços dados com uma médica, numa das imagens mais melancólicas do futebol. A versão oficial é que a substância estava num suplemento alimentar fornecido pelo preparador físico, sem que o jogador soubesse. A versão de Maradona, até o fim da vida, foi a mesma: ele foi dopado sem saber. A FIFA nunca encontrou evidências de que houve intenção. Mas também nunca explicou como cinco substâncias da mesma família chegaram ao organismo de um atleta ao mesmo tempo, a partir de um único suplemento.
O futebol tem essa capacidade única de transformar qualquer desfecho inesperado numa suspeita. Na maioria das vezes, o que parece conspiração é combinação de pressão, cansaço, má sorte e decisões humanas ruins tomadas no pior momento possível. Na Copa do Mundo, porém, os erros são grandes demais, os palcos importantes demais, e os interesses envolvidos grandes demais para que as dúvidas simplesmente desapareçam. Elas ficam. E cada quatro anos, quando a bola volta a rolar, alguém lembra de novo.
Se você acompanha a Copa de dois mil e vinte e seis como torcedor comum... não precisa fazer nada com isso. Mas se você produz conteúdo, trabalha com comunicação ou simplesmente gosta de entender como os grandes eventos funcionam por dentro, vale ter em mente que o espetáculo esportivo tem camadas que a transmissão oficial raramente mostra. Saber ler essas camadas é o que separa quem apenas assiste de quem entende o jogo.
Cenário um: você está assistindo a um jogo e algo não parece certo... uma decisão de arbitragem fora do padrão, um resultado que quebra todas as projeções. A reação instintiva é buscar uma explicação simples. O que a história da Copa mostra é que, às vezes, a explicação mais simples é mesmo a correta... e às vezes não. Manter as duas possibilidades abertas é mais honesto do que escolher uma antes de ter informação suficiente.
Cenário dois: você trabalha com análise de risco ou gestão de eventos. O caso da taça Jules Rimet é um estudo clássico de falha de segurança por excesso de confiança. O troféu mais valioso do futebol foi roubado duas vezes porque, nas duas ocasiões, quem estava responsável por ele subestimou o risco. A réplica guardada no cofre enquanto o original ficava exposto é um erro que tem nome técnico em gestão de segurança: inversão de prioridade.
Cenário três: você simplesmente quer entender por que essas histórias nunca somem. A resposta é que elas preenchem uma necessidade humana real. Quando algo muito grande falha de forma muito inesperada, a explicação mais confortável tende a ser que alguém quis que falhasse. Nem sempre é verdade. Mas a dúvida, quando há elementos suficientes para sustentá-la, é legítima.
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