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Este microbook é uma resenha crítica da obra:
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Editora: 12min
Existe um exercício incômodo que a maioria das pessoas evita. É olhar para trás... cem anos para trás... e perceber que os rostos mudam, os nomes mudam, a tecnologia muda... mas o roteiro insiste em se repetir.
Mil novecentos e vinte: o mundo acabou de sair de uma pandemia que matou dezenas de milhões de pessoas. Uma guerra redesenhou fronteiras. O mercado financeiro entrou em festa. Todo mundo comprou ação a crédito. E dez anos depois, tudo desmoronou.
Dois mil e vinte e seis: o mundo acabou de sair de uma pandemia que travou a economia global. Guerras pipocam em mais de trinta países. O mercado financeiro entrou em festa. Todo mundo comprou ação de inteligência artificial. E agora... bom, essa parte ainda está sendo escrita.
Coincidência? Sim, é sim, mas é como disse o filósofo espanhol George Santayana,
Então e por via das dúvidas, digamos que são coincidências demais para ignorar.
Vamos começar pelo vírus. A pandemia de mil novecentos e dezoito infectou cerca de quinhentos milhões de pessoas... um terço da humanidade. Matou entre quarenta e cinquenta milhões, segundo o National Bureau of Economic Research. Para ter uma ideia do que isso significa: se uma pandemia com a mesma taxa de mortalidade acontecesse hoje, seriam cento e cinquenta milhões de mortos.
O impacto econômico? Segundo o mesmo estudo de Robert Barro e coautores, a pandemia reduziu o PIB real per capita em seis por cento e o consumo privado em oito por cento na média dos países afetados. Números parecidos com os da crise de dois mil e oito.
A COVID dezenove não ficou atrás. O PIB global caiu três por cento em dois mil e vinte, a maior contração desde a Grande Depressão. O Banco Mundial calculou que o impacto real, comparado com as projeções antes do vírus, foi de cinco vírgula oito por cento... sete vírgula quatro trilhões de dólares evaporados em um ano.
As duas pandemias compartilham o mesmo roteiro: doença se espalha, governos hesitam, economia trava, e quando o vírus vai embora, as cicatrizes econômicas ficam. Mas nenhuma pandemia apenas encerra uma crise de saúde. Cada uma abre a porta para o que vem depois.
E o que veio depois de mil novecentos e dezoito foi uma festa. O PIB americano cresceu quarenta e dois por cento durante os anos vinte. O Dow Jones saltou de sessenta e três pontos para trezentos e oitenta e um. O rádio entrou em sessenta por cento dos lares. A linha de montagem de Ford reduziu a fabricação de um carro de doze horas para noventa e três minutos. O crédito fácil fez todo mundo se sentir milionário. Corretores emprestavam até noventa por cento do valor das ações. Em mil novecentos e vinte e nove, havia mais dinheiro emprestado para especulação do que moeda em circulação no país inteiro.
Agora olhe para dois mil e vinte e cinco. O S&P quinhentos subiu dezesseis por cento, puxado pelas gigantes de tecnologia. A Nvidia virou a empresa mais valiosa do mundo... quatro trilhões de dólares... vendendo os chips que alimentam a inteligência artificial. Amazon, Alphabet, Meta e Microsoft gastaram juntas quase trezentos bilhões de dólares em infraestrutura de IA. O indicador Caso Shiller, que compara preço das ações com lucros reais, ultrapassou quarenta pela primeira vez desde a bolha das empresas ponto com no ano dois mil.
Nos anos vinte, era a eletricidade. Hoje, é a IA. A tecnologia muda, mas a coreografia da euforia é a mesma: uma inovação real aparece, o dinheiro entra mais rápido que os resultados, e a distância entre investimento e retorno vira um abismo.
E que abismo. Um estudo do MIT Media Lab de dois mil e vinte e cinco mostrou que noventa e cinco por cento das organizações não obtiveram nenhum retorno dos investimentos em IA generativa. A OpenAI projetou treze bilhões de dólares em receita para dois mil e vinte e cinco... com oito bilhões de prejuízo. Para dois mil e vinte e seis, espera perder dezessete bilhões. Sam Altman, o próprio CEO da OpenAI, admitiu em dois mil e vinte e cinco que acredita haver uma bolha em curso. Ray Dalio, da Bridgewater, maior fundo de hedge do mundo, disse que o momento é "muito similar" à bolha ponto com.
A ACLED, principal base global de monitoramento de conflitos, registrou mais de duzentos e quatro mil eventos de conflito em dois mil e vinte e cinco, com pelo menos duzentas e quarenta mil mortes. É um número vinte e três por cento maior que o ano anterior, segundo o International Institute for Strategic Studies. A guerra na Ucrânia entrou no quinto ano. Em Gaza, mais de vinte e um mil mortos em doze meses. No Sudão, quinze mil. Israel e Irã entraram em confronto direto. Índia e Paquistão tiveram o pior choque armado em décadas.
O International Crisis Group descreveu dois mil e vinte e seis como "uma nova era perigosa". O Council on Foreign Relations deu cinquenta por cento de chance para uma crise no Estreito de Taiwan ou um choque entre Rússia e OTAN este ano.
Cem anos atrás, a Primeira Guerra Mundial tinha acabado de redesenhar o mapa. Impérios caíram. Fronteiras foram rabiscadas por diplomatas em salas fechadas. O Tratado de Versalhes humilhou a Alemanha e plantou a semente da guerra seguinte.
Hoje, a própria Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos de dois mil e vinte e cinco reconheceu que "os dias de os Estados Unidos sustentarem a ordem mundial inteira como Atlas acabaram". O sistema de comércio do pós-guerra está se desfazendo. Desde dois mil e vinte, foram introduzidas dezoito mil medidas comerciais discriminatórias no mundo, segundo a UNCTAD. O protecionismo voltou com força... e quem conhece a história das tarifas Smoot-Hawley de mil novecentos e trinta sabe como essa história pode terminar.
Em mil novecentos e vinte e oito, o um por cento mais rico dos americanos ficava com vinte e quatro por cento de toda a renda. Hoje, segundo a OCDE, esse mesmo um por cento detém quarenta vírgula cinco por cento de toda a riqueza nacional americana. O World Inequality Report de dois mil e vinte e seis, editado por Chancel e Piketty, traz um dado que deveria ser manchete de todo jornal: sessenta mil pessoas... o zero vírgula zero zero um por cento do planeta... possuem três vezes mais riqueza do que a metade mais pobre da humanidade combinada.
Quando a pandemia de dois mil e vinte chegou, os bilionários viram sua riqueza crescer três vírgula nove trilhões de dólares, segundo a Oxfam. No mesmo período, os trabalhadores do mundo perderam três vírgula sete trilhões em rendimentos, segundo a Organização Internacional do Trabalho. A crise empurra os de baixo para mais baixo e os de cima para mais alto. Cem anos e o mecanismo não mudou.
E a dívida? Governos e empresas vão tomar emprestados vinte e nove trilhões de dólares em dois mil e vinte e seis, segundo a OCDE. O dobro de dez anos atrás. É combustível para crescimento em tempos bons e pólvora em tempos ruins.
A Grande Depressão não era inevitável. Historiadores econômicos argumentam que decisões políticas ruins... manutenção do padrão ouro, tarifas protecionistas, bancos centrais inertes... transformaram uma recessão administrável em catástrofe. A pandemia de dois mil e vinte não virou depressão porque governos injetaram trilhões em estímulos.
Hoje existem ferramentas que não existiam antes. Bancos centrais mais preparados. Vacinas em tempo recorde. Comunicação instantânea. Mas também existem riscos inéditos. Armas nucleares em mais mãos. Algoritmos que amplificam pânico nos mercados em milissegundos. E uma concentração de poder econômico em meia dúzia de empresas de tecnologia que não tem paralelo na história.
O padrão de cem anos não é de repetição exata. É de rima. Pandemia expõe fragilidades. Euforia tecnológica mascara desequilíbrios. Desigualdade corrói a base. Conflitos consomem recursos. E em algum momento, a conta chega.
Mas a conta não precisa ser paga do mesmo jeito. Desde que a gente pare de fingir que ela não existe.
Cenário um... Pouso suave. A IA começa a dar retorno real. Conflitos desescalam. Bancos centrais seguram a onda. A economia cresce devagar, mas cresce. Quem diversificou entre renda fixa, variável e ativos internacionais dorme tranquilo. A estratégia aqui é paciência e diversificação.
Cenário dois... Correção forte. A bolha de IA murcha. Empresas perdem trinta a cinquenta por cento do valor. Tarifas desaceleram o comércio. Quem tem reserva de emergência em ativos líquidos... dinheiro, títulos curtos, fundos com liquidez diária... atravessa a turbulência sem vender nada no desespero. As maiores fortunas da história não foram construídas nas altas. Foram construídas nas compras feitas durante as quedas.
Cenário três... Crise sistêmica. Escalada militar, colapso bancário, ruptura nas cadeias de suprimento. Baixa probabilidade, alto impacto. A preparação é simples: fundo de emergência de seis a doze meses. Redução de dívidas caras. Saber onde está cada centavo investido. E não depender de uma única fonte de renda.
Nos três cenários, a mesma regra: informação de qualidade é o melhor ativo que existe. Quem entende o cenário não precisa prever o futuro. Precisa estar preparado para mais de um desfecho.
A história não cobra prova de que você sabia o que ia acontecer. Cobra prova de que você se preparou para o que poderia acontecer.
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